A interrupção constante de aula: uma prática prejudicial

As solicitações das famílias de retirarem os filhos nos horários que antecedem ao término estipulado da finalização do turno é uma realidade cada vez mais presente nas escolas brasileiras. O fato é que tal situação ocorre numa rotina ativa a qual acaba por prejudicar o desenvolvimento do aluno e consequentemente a organização do professor.

O docente, por sua vez, no exercício de suas atribuições, norteia-se por meio de um planejamento distribuído por horários nos quais as disciplinas e os conteúdos são desenvolvidos, seguindo um referencial curricular o qual precisa ser cumprido na íntegra para que as inúmeras etapas de ensino-aprendizagem ocorram de forma gradual, significativa, efetiva e processual.

Nesse sentido, respeitar horários, regras e combinados também são habilidades que precisam ser trabalhadas e desenvolvidas no âmbito escolar. Assim, é dever das instituições de ensino orientar aos pais sobre os prejuízos ocasionados pela atitude de chegar atrasado ou sair antes do final da aula. Dentro do possível, a escola deve analisar as demandas e buscar atender às situações que não apresentam uma conotação rotineira, sobretudo por questões de respeito às famílias. Todavia, não podemos esquecer que educar também é respeitar combinados, regras e horários. Portanto, cada caso deve ser estudado e apresentado de forma consciente, sempre pensando no bom desenvolvimento do aluno.  Além disso, o diálogo, a parceria e a confiança entre escola e família são fatores essenciais para a boa convivência.

O problema é que na maioria das vezes, ao orientar ou informar às famílias sobre os prejuízos em atender demandas fora do que é habitual, gera-se insatisfação e falta de compreensão. Conscientizar que todos têm os mesmos direitos e que as regras devem ser cumpridas, sem exceções, não é tarefa fácil, mas vale lembrar que a incisão inesperada de aulas, seja ela por atraso ou por saída antecipada, interrompe a linha de raciocínio, dispersa e atrapalha os colegas, desorganiza a rotina de sala de aula, além de prejudicar o processo de ensino-aprendizagem.

Um comentário em “A interrupção constante de aula: uma prática prejudicial

  1. A frequência regular às aulas é, geralmente, o primeiro compromisso social de alunos do ensino fundamental, devendo os pais e responsáveis valorizar e enfatizar tal compromisso. Assim como faltarmos ao trabalho pode trazer consequências desagradáveis, faltar às aulas ou sair mais cedo “uns minutinhos” também pode ser bastante prejudicial para os nossos infantes.

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