Compreender como o bullying acontece e quem são os atores envolvidos é um passo fundamental para prevenir e combater esse tipo de violência nas escolas. Muitas vezes, ao ouvir o termo bullying, pensamos apenas em um agressor e uma vítima. No entanto, o fenômeno é muito mais amplo e complexo.
O Programa Escola Sem Bulying mostra que uma situação de bullying quase nunca envolve apenas duas pessoas. Ao redor da agressão existe um contexto social, um grupo que influencia e sustenta o comportamento agressivo — seja por participação ativa, apoio silencioso ou omissão. Por isso, é fundamental que famílias, estudantes e educadores compreendam essa dinâmica, de modo que todos possam adotar atitudes responsáveis e conscientes para interrompê-la e promover um ambiente escolar saudável.
A seguir, apresentamos os diferentes papéis que os estudantes podem desempenhar em uma situação de bullying, conforme o conceito do Círculo do Bullying, utilizado no Programa Escola Sem Bullying:
Praticantes de bullying
São os alunos que iniciam a prática do bullying. Têm um papel ativo e intencional na situação, seja por meio de agressões físicas, verbais, psicológicas ou virtuais.
Seguidores
São estudantes que não iniciam o bullying, mas passam a reforçar ou reproduzir as ações do agressor, contribuindo para a continuidade da agressão.
Apoiadores ou bullies passivos
Apoiadores indiretos. Embora não pratiquem a agressão diretamente, incentivam, riem ou aplaudem, ajudando a dar visibilidade e força ao comportamento agressivo.
Apoiadores passivos
São alunos que aprovam ou acham aceitável o bullying, mas não expressam esse apoio de maneira explícita. Sua omissão, porém, contribui para a manutenção do problema.
Observadores
Presenciam as agressões, mas permanecem neutros, sem manifestar apoio nem oposição. Sua neutralidade, no entanto, pode ser percebida como conivência.
Possíveis defensores
São aqueles que desaprovam o bullying e têm vontade de intervir ou ajudar a vítima, mas acabam não agindo, geralmente por medo, insegurança ou falta de orientação.
Defensores
Rejeitam o bullying e se posicionam contra a situação. Prestam apoio às vítimas, procuram ajuda de adultos e contribuem para a construção de um ambiente mais respeitoso.
Vítima
É o estudante que sofre repetidamente com as agressões. Frequentemente se sente isolado, fragilizado e sem saber como reagir ou buscar apoio.
A parceria entre a família e a escola é indispensável para o sucesso no enfrentamento ao bullying. A escola tem o compromisso de promover ações preventivas, criar espaços de diálogo e intervir sempre que necessário. Já a família desempenha papel essencial ao observar possíveis mudanças no comportamento dos filhos, manter o diálogo constante sobre respeito e convivência, orientar atitudes positivas e colaborar com a escola para que situações de bullying sejam identificadas e tratadas de forma conjunta.
É importante lembrar que tanto quem pratica quanto quem sofre bullying — e até mesmo quem assiste ou se omite — precisam de apoio e orientação. O envolvimento ativo da família é essencial nesse processo educativo e formativo.
Programa Escola Sem Bullying
Como parte desse compromisso, o Colégio ICJ implementou o Programa Escola Sem Bullying, que visa promover uma cultura de respeito, empatia e convivência saudável entre os estudantes. Acreditamos que combater o bullying é um esforço coletivo e contínuo, que depende da colaboração entre escola, famílias e toda a comunidade escolar.
Se você tiver qualquer dúvida, ou perceber sinais de que seu filho ou filha possa estar envolvido em alguma situação de bullying — seja como vítima, agressor ou espectador —, procure a escola. Juntos, poderemos construir um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor para todos.