No ambiente escolar, é comum que crianças e adolescentes se desentendam, brinquem de maneira agitada ou até mesmo discordem entre si. No entanto, nem toda briga ou brincadeira é inofensiva. Saber diferenciar o bullying de outras situações comuns do convívio escolar é essencial para que a família saiba quando intervir.
Enquanto as brincadeiras de impacto físico geralmente ocorrem entre amigos e envolvem troca de papéis e diversão para ambos os lados, e os conflitos se referem a desentendimentos pontuais e passageiros, o bullying é diferente: trata-se de uma agressão intencional, que se repete ao longo do tempo, gera sofrimento emocional e é marcada por uma relação de dominação, em que um ou mais agressores se colocam em posição de superioridade sobre a vítima.
Um comportamento cruel e contínuo, mesmo disfarçado de piada, deve ser levado a sério. Para isso, o papel da família é insubstituível. Dedicar tempo de qualidade diariamente para conversar com os filhos permite que eles compartilhem suas angústias, sem medo de represália ou julgamento. Não basta perguntar “foi tudo bem?”, mas abrir espaço para que se sintam seguros em falar sobre suas relações e vivências escolares.
A escuta ativa é um gesto de amor. E para que ela seja eficaz, é importante que o adulto tenha maturidade para entender o que o filho está dizendo e diferenciar se é um aborrecimento isolado ou se há um padrão de sofrimento repetitivo.
O enfrentamento do bullying exige um trabalho conjunto e contínuo. Por isso, é fundamental que haja parceria e confiança entre a família e a escola, que deve ocorrer em diversos aspectos. É importante lembrar que, no ambiente escolar, lidamos com crianças e adolescentes em processo de formação, que ainda estão aprendendo a lidar com suas emoções, limites e relações interpessoais. Cabe tanto à escola quanto à família o papel de ensinar, orientar e apoiar.
É fundamental compreender que tanto quem sofre bullying quanto quem o pratica necessita de ajuda, orientação e acolhimento. Em ambos os casos, há desajustes emocionais ou comportamentais que precisam ser identificados e trabalhados com cuidado, para que os estudantes possam desenvolver formas mais saudáveis de convivência e respeito mútuo.
Programa Escola Sem Bullying
O Colégio ICJ, atento às necessidades do seu tempo, está desenvolvendo com responsabilidade o Programa Escola Sem Bullying, parte integrante do projeto Abrace. Essa proposta reforça o compromisso com a convivência saudável e a parceria com as famílias.