A doença da ignorância

Segundo uma criança de 8 anos, o professor é importante porque, ao ensinar, ele não deixa que as crianças cresçam burras.

Parafraseando essa linha, a importância do docente é libertar seu público da ignorância, da falta de conhecimento.

Já ouvi alguns profetas dizerem que muitos povos perecem por causa disso.

Se uma das denotações do verbo perecer remete à morte, temos que a ignorância é uma doença capaz de matar um povo.

Triste fato é saber que os sintomas dessa doença são percebidos apenas em sua fase terminal.

Trata-se de uma epidemia, em que curar todos os infectados é utopia. Além de serem inúmeros contaminados, os mesmos não assumem que precisam de cura. Eles nem se dão conta que estão doentes!

Para muitos, trata-se de uma guerra perdida.

Porém, no meio desse povo doente, há uma minoria que, mesmo infectada, não se rende aos sintomas. Ela busca incessantemente a cura, testando e pesquisando em diversas fontes.

Taxados como loucos, os que fazem parte dessa minoria, na qual me incluo, se automedicam com suas descobertas, e percebem que elas lhe trazem alívio.

Ainda não temos o remédio certo, mas o alívio que conseguimos gera lucidez, a qual, apesar de momentânea, é suficiente para fazer enxergar que ainda existe um tenro povo que ainda pode ser salvo.

O que fazer para livrá-los dessa morte?

Vacinas, prevenções, conscientizações, talvez…

Estamos diante de um desafio.

Não temos certeza da cura! Mas, se nossas descobertas nos trazem alívio e lucidez, estamos aqui, professores, para compartilhar com todos a vacina do conhecimento. Talvez essa seja a única arma que temos para combater a pior de todas as doenças, a ignorância.

Link relacionado: https://youtu.be/S0oijjl7SUU

O texto profético

Há uns três anos, um excelente baterista disse: “a música tem um enigma a ser desvendado pelo tocador”, achei o discurso do músico bem diferente. Eu esperava ouvir dele frases do tipo: “a música é produto de toda uma inspiração, é um dom ou uma dádiva divina” entre outras coisas meio poéticas que acompanharam aquela conversa.

Deixemos o meu flashback de lado! Agora, passemos ao final do ano passado (2017), lembro-me como se fosse hoje: “Na vida, a gente aprende o tempo todo.” A frase citada compunha a campanha publicitária que vigorava a partir daquele momento, até aí tudo bem! Mas, impressionante mesmo foi o que ocorreu na semana passada – tive outro flashback – lembrei-me do texto da campanha e tive uma espécie de saudosismo, um forte saudosismo! Foi nessa hora que percebi a profecia se cumprindo.

Juntei os pensamentos, levantei hipóteses e pude constatar: há um enorme poderio em nossas palavras! Do final ano de 2017 até o momento, tenho vivenciado aprendizados valiosíssimos, estes têm ocorrido constantemente, ou melhor, o tempo todo. Acontece que, a fala do baterista também faz muito sentido, ele enxergou a música daquele jeito.

Já eu, recém-formado em Letras pela UFMG, vejo que os textos têm um poder enorme, porque eles ajudam pessoas, magoam pessoas, colaboram para a comunicação entre pessoas etc., mas fica a dica: além de toda a funcionalidade dos textos, há uma bastante interessante – textos também preveem o futuro das pessoas-.

Sendo assim, que continuemos vivendo ICJ, ou seja, importando uns com os outros, compartilhando sempre e de forma justa. Afinal, ansiamos por mais 56 anos de educação com amor! Que possamos continuar aprendendo o tempo todo, que proliferemos aprendizados por toda parte. Que nossas salas de aula continuem sendo palco de trocas valiosas entre os professores-mediadores, os estudantes e vice-versa.

Pais brilhantes

Pais brilhantes contribuem para desenvolver: motivação,  ousadia, paciência, determinação, capacidade de superação, habilidade para criar e aproveitar oportunidade.

Bons pais preparam seus filhos para receber aplausos, pais brilhantes os preparam para enfrentar suas derrotas. Bons pais educam a inteligência lógica dos filhos, pais brilhantes educam a sensibilidade.

Estimule seus filhos a ter metas, a procurar o sucesso no estudo, no trabalho, nas relações sociais, mas não pare por aí. Leve-os a não ter medo dos seus insucessos. Não há pódio sem derrotas. Muitos não sobem no pódio, não por não terem capacidade, mas porque não souberam superar os fracassos do caminho. Muitos não conseguem brilhar no seu trabalho porque desistiram nos primeiros obstáculos. Alguns não venceram porque não tiveram paciência para suportar um não, porque não tiveram ousadia para enfrentar algumas críticas, nem humildade para reconhecer suas falhas.

A perseverança é tão importante quanto a habilidade intelectual. A vida é uma longa estrada que tem curvas imprevisíveis e derrapagens inevitáveis. A sociedade nos prepara para os dias de glória, mas são os dias de frustração que dão sentido a essa glória.

Revelando maturidade, os pais brilhantes se colocam como modelos de vida para uma vida vitoriosa. Para eles, ter sucesso não é ter uma vida infalível. Vencer não é acertar sempre. Por isso, eles são capazes de dizer aos filhos: “Eu errei”, “Desculpe-me”, “Eu preciso de você”. Eles são fortes nas convicções, mas flexíveis para admitir suas fragilidades. Pais brilhantes mostram que as mais belas flores surgem após o mais rigoroso inverno.

Fonte: escoladainteligencia.com.br/Augusto Cury

Difícil acreditar

Parece mentira que nesta copa de 2018, os jornais estamparam em suas manchetes a notícia “Vergonha mundial”, relacionada a brasileiros presentes na Rússia.

Não estou me referindo a comentários sobre a nossa seleção, se joga bem ou mal. Refiro-me à falta de educação e de caráter de um grupo de torcedores brasileiros que mancharam a nossa reputação ao abordarem uma jovem russa, com desrespeito e malícia, induzindo-a a repetir frases imorais de ofensas ao sexo feminino. Inocentemente, sem conhecer as palavras pejorativas na língua portuguesa, a garota serviu de deboche ao grupo que aos risos postou o vídeo nas redes sociais. Vergonha nacional, vergonha mundial.

Sobre o que o mundo pensa de nós, no momento, vou relembrar o genial compositor Renato Russo (Legião Urbana): “Que país é esse?” Ou melhor, de que país são esses turistas autores de tamanha imoralidade?

Precisamos responder a todos que eles não nos representam e que estamos envergonhados. Temos dignidade e esperamos que sejam severamente punidos nesse ato de violência verbal. E que paguem com multas e tudo que for cabível nos procedimentos criminais das leis da Rússia e do Brasil. Não podemos deixar por menos e jamais defendê-los nessa falta de pudor.

Infelizmente, mais uma mancha no nosso verde-amarelo.

Fica aí o meu apelo aos pais na educação moral e cívica dos filhos: caráter se constrói na infância e na adolescência e educação vem mesmo de berço!

O festivo mês de Junho!

Quantas lembranças boas e memoráveis nos reserva o mês de junho.

Para início de conversa, ressaltamos as festas juninas, suas comidas típicas, os folguedos e algumas crenças ligadas aos santos do mês.

O primeiro deles, o querido Santo Antônio, traz promessas divinas àqueles que desejam se casar. É o santo número um no quesito matrimônio. Já foi homenageado em diversas letras de músicas, como “Oh meu Santo Antônio, tenha pena, tenha dó, não posso ficar solteiro” ou “Matrimônio, matrimônio, isso é lá com Santo Antônio” e por aí vai.

Também é o santo que bate recorde em novelas, rezas e simpatias que apelam para união no altar. Uma delas é deixar a imagem do pobre santo de cabeça para baixo, em um copo com água, até o autor dessa façanha encontrar um amor. Salve Santo Antônio, salve o dia 13 de junho!

Festejar é preciso, dançar quadrilha, comer canjica, beber quentão. Ah, que delícia! E quando a tristeza reina, no final da festa, lá vem São João batendo à porta. “São João, São João, acende a fogueira do meu coração”. Salve 24 de junho! Salve o meu amado São João Batista! Em sua imagem há um cordeirinho que simboliza o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

É preciso comemorar este santo profeta. “A fogueira está queimando, em homenagem a São João, o forró já começou, vamos gente rapa-pé neste salão”. São os versos do saudoso compositor, cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga.

Assim junho vai passando, festejos de ponta a ponta no país, registrando as origens de nossa cultura. E pensam que me esqueci? Claro que não! Para fechar junho com chave de ouro, lá vem São Pedro, no dia 29, o apóstolo batizado por Jesus.

Pedro vem do grego petros e significa pedra, rocha na edificação da Igreja Católica. Daí São Pedro ser considerado o primeiro Papa do Catolicismo Romano e aquele que guarda as chaves do reino dos céus.

Finalizando, vale ressaltar que as festas desses três santos marcam o início das festas católicas para os nossos irmãos lusitanos. Foram eles, os colonizadores portugueses, que trouxeram o costume das festas juninas para o Brasil, influenciadas por tradições francesas, espanholas e chinesas.

Todos esses elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos padrões de comportamento dos brasileiros nas diversas regiões. E que assim seja abençoado para sempre o festivo mês de junho.

20 de maio – Dia Nacional do Pedagogo

“Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que pouco sabem, por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais, em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando o seu pensar, que nada sabem em saber que nada sabem, possa igualmente saber mais”. (Paulo Freire)

Dia 20 de maio foi definido como Dia do Pedagogo após o Decreto Lei nº 7.264/10 de Eduardo Gomes, que instituiu essa celebração no país.

O termo pedagogo surgiu na Grécia Clássica e seu significado etimológico é preceptor, mestre, guia, aquele que conduz; era o escravo que conduzia os meninos até o paedagogium. Atualmente, denomina-se pedagogo o profissional da educação cuja formação é a Pedagogia

A palavra pedagogia traz na sua essência significados processuais e metodológicos dos atos de ensinar e aprender. Do grego antigo paidos, que significa “da criança” e agein, que quer dizer “conduzir” ou “acompanhar”, paidagogia significa: “conduzir a criança”.

Entende-se, portanto, que o pedagogo é o profissional responsável pela condução do processo ensino-aprendizagem focado na compreensão da educação como um todo. Isso porque, na atualidade, a pedagogia é tida como conjunto de saberes sociais, humanos e históricos.

Assim, no contexto escolar, a ação do pedagogo transcende a ação puramente burocrática. Ela é voltada para a concretude de uma aprendizagem educativa, social e significativa e para a concepção de um novo paradigma de educação, que agregue as novas teorias da aprendizagem ao sonho de construir uma sociedade mais justa, humana e solidária por meio da educação não só da mente, mas também do coração.